Monday, January 27, 2014

A Poet! He Hath Put his Heart to School BY WILLIAM WORDSWORTH

 A poet!—He hath put his heart to school,

Nor dares to move unpropped upon the staff
Which art hath lodged within his hand—must laugh
By precept only, and shed tears by rule.
Thy Art be Nature; the live current quaff,
And let the groveller sip his stagnant pool,
In fear that else, when Critics grave and cool
Have killed him, Scorn should write his epitaph.
How does the Meadow-flower its bloom unfold?
Because the lovely little flower is free
Down to its root, and, in that freedom, bold;
And so the grandeur of the Forest-tree
Comes not by casting in a formal mould,
But from its own divine vitality.

Sunday, January 26, 2014

Acerca da ordem estabelecida


Quando ainda vivia em Aix-en-Provence fui uma vez a um hospício servir de intérprete a um emigrante português que era trabalhador rural. O senhor tinha feito a guerra no ultramar antes de emigrar para França e começara recentemente a tresloucar, vendo pelotões e esquadrões de soldados nas filas de saladas da quinta onde trabalhava. As autoridades francesas achavam que era melhor para ele regressar a Portugal e ser tratado lá. Não sei o que lhe aconteceu e espero que tenha saído com alguma saúde recuperada da confusão em que andava metido.

Agora, à distância de mais de vinte anos, posso compreender melhor os problemas que estavam a atormentar o trabalhador português, afastando-o da visão do mundo do senso mais comum. Parece-me evidente que os nossos modelos de organização do pensamento, os andaimes e as lentes mentais da nossa percepção da realidade, são limitados e se repetem com adaptações e modificações ligeiras em situações que aparentemente nada têm a ver umas com as outras.

Veio-me esta ideia ainda a propósito do que se passa com aquilo que designamos por literatura: os livros que se publicam e a maneira como são recebidos, avaliados, referidos nos jornais, nas revistas e nos estudos dos especialistas. No fundo, a escrita das histórias da literatura obedece a um padrão de organização semelhante ao que leva os militares, nos desfiles, a apresentar-se bem organizados em esquadrões, em pelotões e não sei em que outros mosaicos rigorosos e elegantes que desfilam harmoniosamente pelas avenidas das cidades em dias de festa com os seus tambores e bandeiras. Tudo obedece a um profundo e burguês, ou simplesmente humano, desejo de ordem - porque a ordem é protectora e consoladora, mostra o sentido como coisa clara, e por isso inspira tranquilidade e confiança no presente e no futuro. É por isso que alguns autores de poemas e de romances, que não couberam nos pelotões organizados pelos generais e marchais detentores da ideia da ordem literária enquanto viviam, só mais tarde, quando os costumes, as mentalidades e a própria noção de forma literária mudaram, são finalmente incorporados no património comum da humanidade. Mas entretanto não faltam nunca os soldados, os sargentos e os generais para ir preenchendo vistosamente os desfiles mundanos de cada estação ou época. Imagino que não foi por falta de esquadrões e pelotões de gente ordenadamente no seu lugar a cumprir a missão que o sistema lhe distribui ou permite levar a cabo que a crise se instalou e vai agora ameaçando os nossos destinos que pareciam tão imunes aos sobressaltos, à dúvida e à interrogação.

Pode pensar-se a mesma coisa a propósito dos pintores e da pintura, dos músicos e da música, dos filósofos e da filosofia, de todas as esferas da actividade humana, evidentemente. Foi devaneando estas coisas que também percebi hoje, melhor do que tinha percebido ontem, por que razão é que Lennie Tristano, genial pianista de jazz, mestre admirado por Bill Evans, não teve o mesmo sucesso popular que o também extraordinário autor de Waltz for Debby. É que Lennie Tristano é frequentemente um pianista que vai por caminhos onde a frase conhecida ou a linha melódica conhecida ou reconhecida não se deixam perceber tão facilmente como na música de Bill Evans. A sua procura do segredo ou da verdade enreda-se em fios mais complicados do que em Bill Evans, as soluções provisórias revelam-se-lhe soluções insatisfatórias - e o que parecia um achado acaba por se ir desdobrando noutras reflexões que não se vê ainda aonde nos levam. O rio, a narrativa que procura a sua ordem, o seu tema e o seu fim, vai correndo para uma meta que não se deixa adivinhar facilmente; o que era aparentemente uma conclusão renasce de novo como interrogação e a busca continua indefinidamente.

Foi ainda pensando estas coisas hoje que identifiquei melhor a linguagem, o tom e o respeito cheio de ternuras untuosamente eclesiásticas que muitas vezes parece que caracterizam a linguagem dos conferencistas nos colóquios dedicados à literatura, discursos que pessoalmente já acho tão ridículos, inúteis, insuportáveis e enfadonhos como a maior parte da literatura portuguesa contemporânea. Às vezes parece que estamos num concílio de padres, bispos e arcebispos, com os cardeais a darem as suas instruções ou a quererem corrigir o catecismo e impor a sua própria ortodoxia como verdade oficial. A vida real, a literatura, são outra coisa, mas nós afastamo-nos delas em devaneios de linguagem balbuciantes e a que escapa o essencial. Em Portugal é sempre o estilo que tende a dominar, mesmo em autores certamente respeitáveis por outras razões; a qualidade da experiência é que é frequentemente modesta ou pouco interessante. Não há nada a fazer, a maior parte dos portugueses gosta sobretudo é de estilo: frases bonitas, coisas com piada, mas pouca substância séria; o acesso à condição artística exige esse disfarce “superior”. Os professores e homens de letras a que me refiro, com a sua linguagem aparentemente especializada e muitas vezes de uma solenidade ridícula, infantil e oca, fazem de facto parte do pelotão fanhoso e insuportável que celebra nas suas igrejinhas, muito episcopalmente, a obra dos pobres escritores que na maior parte dos casos nem sequer terão nada a ver com as divagações insensatas de gente tão vaidosamente e religiosamente ensimesmada.

Nos jornais e nas salas  de aulas peroram vozes semelhantes, é tudo a mesma seita religiosa, eles falam uma espécie de dialecto que se institucionalizou e perdeu a noção do sentido das obras e do sentido das palavras usadas para falar delas. O método de análise pode parecer por vezes muito francês e influenciado por Derrida, mas os conferencistas perdem-se em balbuciares e variações barrocas ou delirantes sobre as obras que não levam muito longe, com uma espécie de incapacidade de se atacarem seriamente e convincentemente a um tópico ou problema que de facto nos diga respeito; eles e elas nem vêem realmente as palavras que estão no texto e se as vêem não as entendem. Ou temos de acreditar que os escritores só escrevem para proporcionar elucubrações virtuosas a críticos e professores meio vesgos? Domina em muitos casos (felizmente não em todos, ainda há gente séria e interessante) um jargão académico que ou foi mal entendido ou é pouco eficaz ou não vem a propósito - e é como se andássemos todos no liceu ainda a aprender com muita ordem formal - a dos pelotões e arcebispados literários - coisas inúteis ou erradas. Sem vermos o que de facto é importante. A aparente democratização da cultura trouxe para o domínio das letras e da reflexão em geral a superficialidade inofensiva das conversas de café. Com a internet temos, além disso, a conversa de café global. Há na pop cultura, que também invadiu a universidade, um comprazer-se arrogante e pretensioso no insignificante que desvirtua o seu interesse real. É esse o escândalo. Felizmente o número de obras-primas da literatura universal é inesgotável, de modo que é tudo uma questão de se terem os meios de fazer a escolha correcta e ignorar o ruído que nos invade a existência. Imagino que não é fácil. No que me diz respeito eu sei que demorei tempo a perceber as coisas com este distanciamento em relação aos métodos e costumes da minha profissão, à linguagem do ritual da minha "igreja".


Sunday, January 12, 2014

Déception

Son visage qu’une fois j’avais 
vu resplendir d’une lumière 
aussi pure que l’eau des froides 
fontaines s’était pourtant vite 
assombri. De sa joie et de sa 
douleur, que j’avais entrevues 
l’espace d’un instant, il n’était 
rien resté. Un masque pour aller,
inconnue, dans le monde, sans
rien laisser entrevoir de ce qui,
dans les profondeurs de l’être,
se dérobait, voilà ce qui était
resté de l’ancienne vérité. Déçu,
je me suis éloigné, n’en croyant
pas mes yeux. Comment me
consoler de l’avoir aussi vite
perdue, d’avoir assisté à sa
disparition ? Elle m’avait d’abord
laissé croire qu’elle avait une
âme et que son esprit, au-dessus
du vide qui toujours nous menace,
comme une étoile ne cesserait de
guider celui qui, dans son errance,
risquait la perdition. De son corps
je ne m'étais pas occupé, je l’avoue.
Mais l’âme s’étant absentée, le corps
occupait maintenant toute la place.
Qu’est-ce un corps, cependant, d’où
l’âme, seule preuve de l’être, s’est
éloignée ? Je n’arrivais pas à me
consoler de sa désertion. Pressé
par l’amertume, j’ai vite accéléré le
pas. Vaincu, je n’allais nulle part.

Johannes Edward Soice



Saturday, January 11, 2014

About the meaning of words


I wish I could talk to you and correct the misunderstanding. I do not dare. All words in our language are like boxes full of many possible meanings and because of that open to many interpretations. 

Words are a very dangerous stuff. I learned that with you recently.

Since what I have to say is clear, my words should say clearly what I think. Hélas, I am unable to exclude from the meaning of each of my words all the other possible meanings mingling in the same box and attached to that word.

How could you, the situation being what it is, detect the unique and exclusive meaning of each of my words and interpret what I say without allowing a word wrongly interpreted to pollute and destroy everything?

You will always have an excuse for misinterpreting what I say. You are bright and you are an astonishing human being, I have no doubts about that. But you don’t know me.

I have to admit that I don't know you either. Did I also misinterpret your words and your behavior? I have been thinking about that and I think I did.

Language is far from being a flawless tool. Besides, to interpret a person's behavior is not without risk. Fearing the consequences I remain silent and I have been avoiding you.

We could, little by little, peacefully, talking to each other, start to establish without ambiguity what the words mean for you and what the words mean for me. Then we would be able to avoid pain, misunderstanding, and stress. After all, don't we share some good common interests? And life is short, one day I will die and later on you will die too. But to keep talking we would need a sincere mutual interest in each other, time and persistence. In what regards the interest or curiosity that we may have in knowing each other I can only talk for myself, not for you. And time and persistence, unfortunately, is what we seem to lack more at this point. I will post this brief letter to you tomorrow when I go the bookstore to buy a novel by Knut Hamsun that I forgot on the plain when I returned from Europe. And I stop talking. You take care of yourself, sweet girl.

J. E. Soice

Language is behavior


Language is strongly related to our condition of individuals as members of a particular society. In other words: we cannot escape being build up by society. 

Language is behavior. The way you talk or write is a form of behaving. 

Writing or reading poetry, for example, is a form of social behavior. Your words and your syntax are your behavior.

The way the guys who arrogantly and self-confidently write in the newspapers about poetry or about fiction is frequently not very different from the way the police officers in the streets and in the freeway survey the respect of the law. They talk as if they were the law in literature without however having other credentials than the credibility that their newspapers may enjoy with his readers. It took me some time to get there but now I can say that I despise most of those clowns because they do not know enough about life outside their limited world to restrain from judging people and what people do; and because they are highly and dangerously responsible for a totally arbitrary but pretentious way of evaluating literature, having a negative influence in youngsters and in less educated people.

It is also true that some professors of literature at the university are not much better. That's why very soon literature will only be taught seriously in some monasteries to be reopened and where people like me will take refuge. But, please, let women not yet perverted by the current vulgarity create their own monasteries not too far away from ours so we can meet from time to time and enjoy life's pleasures and pains together.

J. E. Soice

Les Doutes d’Eurydice


S’il voulait vraiment m'avoir de retour 
il n’avait qu’à ne pas regarder en arrière. 
Je ne doute pas de sa sincérité quand il a 
voulu que je revienne. J’étais devenue une 
partie de lui-même, je lui manquais. Nous 
n’avions pas eu le temps de jouir de notre 
bonheur. Je lui ai été arrachée et il ne pouvait 
pas l’avoir prévu. Il ne s’y attendait pas. Il a 
souffert. Je le crois sincèrement. Puis le temps
est passé et il a, pendant un moment, fini par
se faire à l’idée de mon absence. Il a compris
qu’il pouvait, après tout, vivre sans moi et sans
moi continuer à chanter ses poèmes, à jouer de
sa lyre. Il a appris à se passer de moi, qui peut
l’en blâmer ? Oui, la souffrance revenait de
temps à autre, parfois le soir ou la nuit, quand
il se réveillait seul dans son lit, parfois le
matin quand le soleil était une invitation
cruelle à jouir de la vie. Puis, je l’ai déjà dit,
la souffrance s’est atténuée. Sa poésie, sa
musique lui suffisaient. Il continuait de plaire
et il pouvait plaire sans moi. Est-ce que je lui
manquais quand même ? Este-ce que lorsqu’il
se trouvait seul avec soi-même il lui arrivait
de pleurer ma disparition ? Aucune femme ne
pourrait, dans son cœur et dans son imagination,
me remplacer, je veux bien le croire. Et un jour
l’idée lui est venue de s’adresser à ceux qui
m’avaient prise et maintenant jouissaient de
ma compagnie. Nous n’avions pas eu le temps,
il est vrai, d’aller jusqu’au bout de notre amour.

Les dieux l’ont écouté, il les a convaincus, sa
douleur leur a semblé vraie. Ils ne voulaient
pas eux non plus se séparer de moi. Mais ils
ont fait preuve de générosité. Ils savaient que
de toute façon ils auraient toujours le dernier
mot et que mon absence ne serait jamais que
provisoire, n’est-ce pas ? Je reviendrais chez
eux tôt ou tard, le temps n’est d’ailleurs pas
pour eux la même chose que pour nous les
humains. Ils ont cédé, peut-être attendris,
et il lui a été accordé de venir me chercher.
Et il est venu. Il aurait mieux fait de rester
là où il était et de se contenter de son destin.

Les dieux lui avaient posé une condition : tu ne
douteras pas ; tu feras preuve de patience ; elle
marchera derrière toi mais tu te garderas bien
de regarder en arrière ; ne nous désobéis pas, tu
auras tout le temps de l’avoir pour toi tout
seul plus tard. Pourquoi l’ont-ils mis à l’épreuve ?
Étaient-ils jaloux ? Savaient-ils qu’il ne serait jamais
assez bon pour respecter ce qui avait été convenu ?
Voulaient.-ils qu’il mérite leur divine générosité ?
Je n’en sais rien moi-même, je l’avoue. Je ne peux
pas croire que j’ai été disputée par les dieux à
Orphée. Cela est possible, pourtant. Et lui il aurait
du être prudent, il aurait du se méfier des dieux et
de leur souvent joyeuse frivolité. Car ils ne tiennent
pas les humains en grande estime. Non, de moi il
n’avait pas besoin de se méfier, de moi il n’avait
rien à craindre. Je lui ai toujours été fidèle et
dévouée et à nouveau je me réjouissais d’aller à
sa rencontre. Je serais, comme avant, sa muse et
sa tendre et fière compagne. Il m’avait fallu, dans
mon esprit, me faire à l’idée de retourner dans le
passé, de reprendre mes humaines émotions, il est
vrai. Quel plaisir pourrais-je encore connaître, moi
qui avait accédé à une autre forme de l’être et ne
pouvais plus regarder ce qui était humain qu’avec
une sorte d‘incompréhension? Et à nouveau je
n’ échapperais pas à la douleur, car telle est notre
condition et notre nature que la souffrance finit
toujours par nous trouver et nous accabler. Je
serais à nouveau mise à l’épreuve. Le paisible état
de grâce que j’avais trouvé après la mort me serait
enlevé. Y a-t-il pensé, à tout ce que je faisais pour
lui ? Ou a-t-il pensé à lui-même seulement ? En
tout cas il aurait du se connaître soi-même mieux,
il aurait du se surveiller. Il ne l’a pas fait, ce qui ne
me surprend pas. Il vit dans le rêve de la musique
et de la poésie, la réalité lui est devenue étrangère.
Il s’est donc comporté comme un adolescent étourdi,
incapable à vrai dire d’attendre. Une fois encore,
exaspéré, il n’a pas résisté à la pression du désir. Et
il a tout gâché, il a tout perdu. Il a été puni. M’a-t-il
regardée parce qu’ayant douté de son amour il a
voulu se rassurer ? Me voir lui aurait fait comprendre
ce qu’il en était vraiment. Mais cela je ne veux pas
le croire. C’est connu: les hommes ne savent pas
toujours ce qu’ils veulent, tantôt ils aiment une
femme et ne peuvent pas vivre sans son amour,
tantôt ils s’en fatiguent, n’ont plus rien à lui dire,
ne font plus attention à elle ni à ce qu’elle dit.
Mais lui il était la poésie et la musique, de lui on
attendait une attention passionnée et sans failles
à la vocation de l’amour. Les jeux sont faits, inutile
de continuer à imaginer ce qui aurait pu être au lieu
de ce qui est arrivé. Il m’a à nouveau laissée derrière
lui et à nouveau il a réussi, probablement heureux,
à vivre, obsédé par sa musique et sa poésie, sans moi.
Sa punition aux mains des folles Bacchantes ne m'a
pas réjouie. Leur jalousie, leur dépit étaient insensés.
Mais les Muses qui ont recueilli sa tête dans le fleuve
l'ont vengé. Et je crois encore écouter la mélodie de sa
voix le soir, quand la nuit tombe sur les sombres forêts
et une douce nostalgie envahit mon coeur resté humain.

J. E. Soice

Monday, January 06, 2014

Cox Cable makes you pay for what they do not give you

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Wednesday, January 01, 2014

Comme une mère


La mort pourrait venir
maintenant. Elle n’a pas
de visage, je le sais.
Comme une mère qui
jamais ne peut se
séparer de son enfant,
elle habite chez nous
depuis toujours, dans
notre corps elle se cache.

Dans la grande maison
de la grande ville je
m’étais endormi. Puis
je m’étais réveillé. Dehors
le silence dans la rue
déserte. J’ai eu envie de
rentrer chez moi mais
je suis resté. Ce qui était
loin resterait lointain
où que je que me trouve.

Je voyais son visage
et ce n’était pas le
visage de la mort.
Je me souvenais de
ses yeux et ce n’étaient
pas les yeux de la mort.
Ça faisait si longtemps
que je ne m’étais senti
aussi proche de la vie.
Proche, mais incapable de
m’en rapprocher assez.
Je le savais. Je l’avais
accepté sans me plaindre.

J’ai voulu l’oublier,
m’en éloigner à jamais.
J’ai voulu croire que
tout n’était que le fruit
malsain de mon
imagination soulée
de solitude. J’ai voulu
m’en aller ailleurs et
ne pas savoir que je
l’avais connue ni
qu’elle ressemblait
peut-être à ma jeune
mère dans une photo
ancienne. Je ne savais
pas quoi faire ni ce que
je serais capable de faire.

Elle était venue de nulle
part et aussi vite elle était
disparue. Elle n’appartenait
pas à ce monde. Mais moi,
à quel monde est-ce que
j’appartenais ? Je le savais ?

Dans la grande maison
froide je m’étais réveillé.
Une autre femme dormait
dans la chambre et parfois
son chien allait lui lécher
le visage. La nuit me
semblait trop longue,
j’ai eu envie de m’en aller.
Mais ce qui était hors de
portée resterait, où que je
me trouve, hors de portée.
Et sans dormir j’ai attendu
le matin, je suis resté.

J. E. Soice