Monday, May 09, 2011

Privilégios e intolerância

Agência FAPESP – Por mais de um século após a Independência do Brasil, os imigrantes portugueses viveram uma condição singular no país. Por um lado, eram institucionalmente beneficiados, já que a legislação brasileira sempre lhes concedeu privilégios políticos, diplomáticos e jurídicos. Por outro lado, foram vítimas de perseguições violentas motivadas por um forte sentimento antilusitano.
Essas são algumas das conclusões do livro Laços de Sangue – Privilégios e Intolerância à Imigração Portuguesa no Brasil (1822-1945), de José Sacchetta Ramos Mendes, professor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências (IHAC) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que será lançado no dia 10 de maio.
A obra é resultado da pesquisa de doutorado concluída por Mendes em 2007, com Bolsa da FAPESP de Doutorado Direto. O estudo foi realizado no Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), sob orientação da professora Maria Luiza Tucci Carneiro.
No ano seguinte, o doutorado de Mendes foi eleito o melhor trabalho acadêmico de 2007 pela Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) e pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), recebendo o Prêmio Fernão Mendes Pinto.
Formado na Faculdade de Direito (FD) da USP, Mendes foi jornalista por 12 anos, atuando no jornal Folha de S. Paulo e na revista Veja, antes de seu doutorado em História Social, concluído em 2007. De 2009 a 2010, fez um pós-doutorado, com Bolsa da FAPESP, no Departamento de Filosofia e Teoria do Direito da Faculdade de Direito da USP.

No comments: