Saturday, May 22, 2010

Marianne More reconstructed

I'm hard to disgust
but a pretentious poet can do it.

Make a fuss 
and be tedious.

I'm annoyed? 
Yes; am. 

Might verse not best confuse
itself with fate?

Tell me, tell me
where might there be a refuge for me
from egocentricity
and its propensity to bisect,
mi-state, misunderstand
and obliterate continuity?

After all, consolation of the metaphysical
can be profound.

Pacific yet passionate -
for if not both, how
could he be great?

 Poets, don't make a fuss.

4 comments:

Adão said...

Ahaha - faz-me lembrar da conversa que tivemos no Java Jones.
Quem escreveu este?
Abraço,
Ricardo

J. Camilo said...

Tinha aqui os poemas da Marianne More (Penguin) e nunca lhes tinha dado uma atenção seguida. Agora descubro que os os últimos poemas que escrevi (os mais recentes, de há um ano e antes) e estão no meu blogue iam, sem eu a ter lido, numa direcção semelhante. Fiz uma montagem de excertos de diversos poemas dela, por isso é reconstrução... :-) É enralado a gente descobrir que outros antes de nós, sem os termos lido, passaram por estados de espirito e de pensamento semelhantes.. Nada de novo neste mundo velho... :-) Abraços, Ric...

J. Camilo said...

É engraçado a gente descobrir etc...

Adão said...

Sim, é! :)
Tenha um bom fim-de-semana, João!
Ric