Monday, July 06, 2009

As instruções do além...


António Gonçalves Filho, enviado especial do diário Estado de São Paulo a Paraty (7ª Festa Literária Internacional de Paraty), escreve hoje na sua crónica que

o escritor e médico psiquiatra português António Lobo Antunes (...) representou para a 7ª FLIP, que terminou ontem, o mesmo papel desempenhado há três anos pela escritora mineira Adélia Prado, também poeta e religiosa como ele: ambos fizeram questão de agradecer a Deus pela acolhida que receberam no maior evento literário do País e foram aplaudidos de pé por uma plateia comovida. Lobo Antunes chegou mesmo a citar um trecho do poema "Emissário de um Rei Desconhecido", de Fernando Pessoa, para concluir, como ele, que os escritores cumprem instruções do além.

Relata o cronista que Lobo Antunes recordou na FLIP os seus “ancestrais brasileiros”, definindo o Brasil como “um país de cheiros, especialmente o dos doces que sua avó preparava"; e que os “aristocráticos antepassados do escritor português não tinham grandes intelectuais na família”, sendo Lobo Antunes, que já escrevia poemas quando era pequeno, “a ovelha negra”.

Para que a notícia da passagem de Lobo Antunes por Paraty fique mais completa refere o cronista que o escritor brasileiro Humberto Werneck, “brincando com a evocação oblíqua do nome de Saramago, disse que Lobo Antunes é tão bom escritor que suspeita ter a Academia Sueca cometido um erro de português a conceder o Prémio Nobel ao primeiro em 1988.” (Sic)

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