Thursday, May 08, 2008

O Banqueiro Anarquista

Fala-se muito da poesia de Fernando Pessoa. E O Banqueiro Anarquista, que pouca gente leu provavelmente, é uma obra-prima de ficção (filosófica?) extraordinária como há poucas ou nenhuma na literatura portuguesa contemporânea. Somos um pais de leitores de poesia, só assimimilamos o que é mais fácil de entender? É provável, embora mesmo a leitura da poesia seja hoje hábito (ou pretensão de hábito) de um grupo de pessoas muito restrito. É outro tópico, a merecer tratamento à parte. Mas se a poesia é tão pouco lida, não é forçosamente porque o público de leitores seja ignorante ou inculto. Eu creio que muitas pessoas já não têm é paciência para perder tempo a ler elocubrações banais ou tontices nascidas de cérebros que se imaginam mais sensíveis, mais inteligentes, mais artísticos, mais capazes de pensamentos profundos do que os cérebos das outras pessoas. Rilke, por um lado, e a MTV por outro são muito mais interessantes...

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