Thursday, March 20, 2008

Poesia



Quando tiver tempo vou citar aqui alguma poesia que encontro nos blogues e que me parece despretensiosamente viva e interessante. É como ir na rua ou estar no café e ver e ouvir alguém dizer alguma coisa que nos chama a atenção. Levantamos a cabeça e ficamos contentes, sorrimos à beleza da vida naquele rosto de rapariga ou mulher. Não é bem cultura ainda exactamente, entendem? É muito diferente de estar num anfiteatro a escutar o sábio professor que é poeta perorar aborrecidamente confusamente - vaidosamente na sua modéstia e humildade - sobre a poesia.

Isabel C. Hungerland publicou, em 1958, Poetic Discourse (University of California Press, Publications in Philosophy). Aí pode ler-se o seguinte:

"In brief, there is not such thing as a poetic language, either as a diction or as a mode of sentential meaning. The nearest approach to this occurs when a tradition in poetry has so cut itself off from the ordinary spoken language as to have a diction and grammar confined almost exclusively to itself. Whether or not the separation is always a deathbed phenomenon I leave for the historians of literature to decide." (p. 13)

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