Wednesday, March 19, 2008

How interesting....

Lido no New York Times:

Sexual promiscuity is rampant throughout nature, and true faithfulness a fond fantasy. (...) As David P. Barash, a professor of psychology at the University of Washington in Seattle, put it with Cole Porter flair: Infants have their infancy; adults, adultery. Dr. Barash, who wrote “The Myth of Monogamy” with his psychiatrist-wife, Judith Eve Lipton, cited a scene from the movie “Heartburn” in which a Nora Ephronesque character complains to her father about her husband’s philanderings and the father quips that if she’d wanted fidelity, she should have married a swan. Fat lot of good that would have done her, Dr. Barash said: we now know that swans can cheat, too. (...)

Mais à frente, no mesmo artigo:

Dr. Gumert determined that male macaques pay for sex with that all-important, multipurpose primate currency, grooming. He saw that, whereas females groomed males and other females for social and political reasons — to affirm a friendship or make nice to a dominant — and mothers groomed their young to soothe and clean them, when an adult male spent time picking parasites from an adult female’s hide, he expected compensation in the form of copulation, or at the very least a close genital inspection.
(Natalie Angier)

A atitude dos macacos que caçam os piolhos da macaca na esperança de ter intimidades sexuais com ela não me surpreende nada. Claro que nós, seres humanos, somos uma raça mais evoluída e não começamos por aí: levamos ao cinema, oferecemos champagne, jantares, chocolates, um livro, um emprego, piropos, um poema. A propósito: o governador David A. Paterson, que substituiu o governador
Eliot Spitzer depois do escândalo sexual em que este se viu envolvido, veio confessar em público, assim que tomou posse, que também ele teve em tempos "extramarital afairs". Estas confissões públicas de arrependimento trazem-me à memória as que tiveram lugar na Rússia há muitos anos, embora as culpas confessadas sejam diferentes em cada caso: os comunistas só estavam interessados em confissões de quem tinha "traído o povo"; os americanos acham que quem traiu a esposa também traiu os eleitores. Claro que ao lado destes gravíssimos crimes conjugais invadir o Iraque invocando razões fabricadas e matar milhares de pessoas não tem, aos olhos da moral privada ou pública, qualquer importância... A visão do mundo americana ainda não parou de me chocar.

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