Monday, September 10, 2007

O vício perigoso da ficção



Anda toda a gente a contar histórias partindo de suposições. É assustador. O imaginário (colectivo? popular?) alimenta-se da recordação de enredos antigos. Perante a inexistência de factos seguros, inventa uma ficção à medida da sua inteligência e entendimento do mundo, à medida dos seus valores e dos seus temores. Deus nos livre, se existe, de cair nas garras de tão famintas línguas, de cérebros tão primários. Não sei qual é a responsabilidade da imprensa nesta ficcionalização do drama ainda por explicar. Mas não simpatizo com jornalistas levianos e arrogantes, por isso achei deplorável o comportamento e os comentários da jornalista da RTP enviada a Inglaterra, uma atrevida que provavelmente se toma pela Marylin Monroe da reportagem. Também achei que o comportamento agressivo da entrevistadora da RTP ao Director Geral da PJ era primário e despropositado, pois muitas das perguntas nasciam de pressupostos falsos e da alusão a conflitos inexistentes - tudo apresentado no entanto como facto verídico e dramatizado abusivamente.

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