Saturday, September 01, 2007

Mitos



On court toujours le danger en philosophie de créer le mythe d'un symbolisme ou d'un processus de l'esprit. Au lieu de dire tout simplement ce que tout le monde sait et doit reconnaître.

(Wittgenstein, Fiches, traduit de l'allemand par Jacques Fauve, Paris, Gallimard, 1970)


Perguntas que se podem fazer:

1. E a literatura e a arte em geral não vivem do mito dos "significados ocultos", de uma profundidade que só é acessível a alguns, os que "sabem ler" ou "interpretar" ou "ver", os que são capazes desse "processus de l'esprit"? E não se pode dizer que tudo o que envolve seres humanos - a "comunicar" entre si permanentemente - exige certas capacidades e acordos tácitos da mesma natureza, que se aplicam tanto à linguagem falada como ao comportamento (gestos, ruídos ou silêncios, expressões corporais e faciais)?

2. Onde começa e acaba a interpretação que é "simbólica" ou a perspectiva "simbólica" no acto de interpretar ? Como se estabelecem os limites e propriedades do que "toda a gente sabe e deve reconhecer" e o que sobra desse "conhecimento" que seria comum a todos?


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