Thursday, July 05, 2007

Quadras

Ó menina trapaceira
que nunca diz a verdade.
Hei-de ir vendê-la à feira
sem remorso nem saudade.

Há quem pense que o amor
é coisa pra gente fina.
Eu já amei um estupor
quem é burro nunca atina.

Os beijos que tu me deste
deixaram-me apaixonado.
És mazinha como a peste
mas era esse o meu fado.

Eu beijei-te e abracei-te
com ternura e com paixão.
Mas já há quem não respeite
as regras do coração.

Sozinho não era nada
mas tu sorriste pra mim.
Oh que hora desgraçada
foi o princípio do fim.

Se eu falasse e tu me ouvisses
talvez fôssemos felizes.
Mas tu é só garridices
como as pintas das perdizes.

Às vezes sonho contigo
e que me estás a abraçar.
Quando acordo dou comigo
no travesseiro a chorar.

Saudades das tuas mãos
saudades do teu olhar.
Elas e eles irmãos
unidos pra me enganar.

Os beijos que tu me davas
eu logo tos devolvia.
Como saber se te amava
se dava o que recebia?

Porque andas tão calada
e esqueces que já me amaste?
É paixão assolapada
por alguém que encontraste?

Não respondes se eu te falo
e já não vens se te chamo.
Sou como a rã no seu ralo
como o pássaro no ramo.

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