Saturday, May 05, 2007

ataque

esse ataque traiçoeiro é o único que merece
a solidão daquele que falou daquele que
na tua vida e disseste que eu te interrompia
afastaste-te cheia de nuvens na cabeça sem
sorrir apenas literatura nada de importante
até amanhã obrigado pelo jantar depois
com quantos homens tinhas dormido
era importante eu saber o número como
se ela e o estilo cuidado fossem como viver
no corpo dos outros como convencer quem
nos governa da nossa fé é curioso como a ausência
de resposta daquele que usa as palavras as frases
daqueles que tinhas amado meu deus como
dar antes de abrires a porta do carro e saíres
dela e dele o espírito pode então reencontrar a
pensativa castigada triste sempre infeliz
abandonada na sua solidão disse o que não
devia ter dito quando foi do desentendimento
como se fosse preciso e ela diz noutra ocasião
e vês que ela não sorri está zangada então a
porta do carro abre-se ouves ela diz é sempre
a destruir o amor sempre a destruir-se a
destruir-nos é uma arte difícil a única arte
talvez entrar pela carne invisível do espírito
esqueci-me de dizer que no amor que resiste
está o erro fico perdido quando foi que eu
disse que a nossa ambição desregrada o faz
crescer até limites insuportáveis ah e depois
intrometer-me demasiado na tua vida obscura
a mais sincera vontade de amar e ser amado
meu deus como se fosse necessário ainda de
mim mesmo falar e não mostrava vontade de
conhecer o motivo para te calares ao meu lado
no carro nada para ser levado a sério vício vão
não havia razão para tanta inquietação nem há
razão para tanta ansiedade mas nem sequer
queria ouvir-te falar demasiado nós queríamos
beijar e abraçar o amor os beijos da despedida
aqueles que me devias os olhos no chão como
se fosse necessário e aquele que amamos morre
e enfim livres a paz interrompida de acordo
eu disse isso e perder passos e horas nos desvios
veredas quando tu começavas a falar de ti eu sugeri
que não que não havia razão para isso e o teu
rosto fechou-se deixei de merecer tu aquela que usa
as palavras como se elas não tivessem razão mas
também te expliquei que não queria realmente curioso
como bruscamente se afasta de nós magoada aquela
que não sei porque me perguntaste se eu queria saber
se seria considerado amor verdadeiro mas era seria
também disseste que eu falava sobretudo de nada
telefono-te e tu dizes não me dás um beijo tivessem
as palavras os suspiros o poder de como lâminas
tu complicas tudo e depois eu não sei onde refugiar-me
vergonha de mim porque sabia que tu tinhas aonde ir

p. s. - bom, a. l. , este é para ti

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