Thursday, May 24, 2007

23 de maio

a minha vida fabulosa. what the hell am i doing?
apenas indo. e depois regressaria. conhecia
as montanhas recortando-se contra o céu.
estarei mais perto porém da suprema sabedoria?
a mulher que provavelmente comecei a amar.
de espírito. achado estilístico! é de morrer a rir.
estrada adiante. não ia a lugar
nenhum. ia. as
pessoas ainda. falam. pedem. quero lá saber

o caminho dos vossos estados de espírito.

e às vezes evidentemente chego a conclusões.
há pouco tempo ó noite de inverno tive saudades
de alguns poemas que falavam do amor. quando
eu a fumar um cigarro na esplanada deserta de
um café. a minha cabeça nas mulheres que
amei mas não soube amar. não me aborreçam.
morrer quem? here? gastei anos a aprender
sem ter realmente ninguém. agora limito-me.
ia sozinho no carro pela pátria em que penso.
na pouca luz do fim do dia. lições que não
serão úteis nem a mim nem ao fim da tarde. hoje
pela auto-estrada. em vez das vossas opiniões
do vosso estilo insuportável. infantis com as
palavras. que tédio. rilke sim celan ninguém.
quando morrer bem nada a dizer. tenho mais
que fazer. eu sei também passei por lá. quem tem
alguma coisa noutro continente até à saída onde
está a ponte não pára de pensar de recordar de
avaliar. para se engasgar perpetuamente em pedantices
literárias. saudades de ti. serve? tenho horror à poesia
acho-a obscena. importante. a poesia por exemplo.
sim. o pacífico à esquerda metálico rugoso.
esperança de ser amado até à loucura para
sempre. para que desterro as vossas brincadeiras?
ó música de rock no café. literatura da nossa.
de amar. escrevi. ignorantes. pessoas distantes.
sobre a auto-estrada. a dizer. que o diga. em vez de
se interessar pelo que eu sentia. ó desolação.
vidas sem paixões. eu. querem lá saber das palavras.
das quê? e as frases pagam-se caro. as pessoas
têm a sua vida para viver. não é gratuita. às vezes.

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