Monday, December 11, 2006

Comparações

Vais tomando nota,
assinalas as diferenças,
pões em evidência o
sentido. Ao que
fazes chamas poesia.
A capacidade de
reflectir sobre o
teu destino
distingue-te
das árvores e
dos rios. Mas
eles não se
queixam, nem
se sentem
inferiorizados
pela comparação.
A cada um o seu
destino, murmuram
enquanto apenas existem.
Têm pena de ti?
Os rios e as árvores
não têm sentimentos,
limitam-se a estar lá,
ao alcance do olhar,
para nos servir de
cenário e de consolação.

Santa Barbara, 20 de Fevereiro de 2006

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