Wednesday, December 20, 2006

21 de dezembro

na loja de móveis
estenderam-se
em cima do colchão
e beijaram-se
invasão de propriedade
segundo o código civil
as pessoas riram-se
eu não oh não
you see what i mean
how could i?
a memória daquele natal
o céu azul frio lá fora
aniversário cinco
vamos festejar
ah o anorak vermelho
ah o rosto inocente
fogo incêndio ardias
a canalha reles na rua
the pub pas loin
despacha-te tenho pressa
o táxi desaparece na esquina
num oásis do deserto eu
se pudesse atirar-me
banhar-me na água fria
telefonaste logo ao corvo
a tarde e a noite nós
veio a correr o corvo
de boxers vermelhos e
camisa aos quadrados
a faca aguçada o olhar de
crocodilo as pernas de grilo
mas cavalo na casa abandonada
vinho queijo champanhe
a tarde inteira e jantamos
os carros o ruído o fumo
por ora podes brincar
who cares fuck fuck
ainda não sei como mas
lembras-te da fotografia
de manhã o rio a fábrica
vai e volta viaja ri goza
deus se existe não dorme
e eu também não oh não
e o preço da gasolina
dói-me o pé esquerdo sim
deve ser da embraiagem
não tenho amigos não sei
posso acreditar em tudo
ninguém nunca entendes?
as cordas da guitarra dlim
adormecem recordações
infância oh areia lisa dlim
never mind bitch paga puta
tudo tem um preço ou não
aquilo de que eu falo não
se paga com dinheiro oh não
de modo que não sei ainda
veremos mais tarde relax
depende da evolução let go
não sei o quê logo se vê pois
mas a história não acabou
por ora diverte-te impune
e se eu tiver tempo um dia
converte-te ao catolicismo
entretanto e confessa-te

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