Monday, October 30, 2006

A quem?

Risca no meu espírito com a tua rudeza
selvagem e caótica, ó noite de Verão.
O vento abanava os ramos das palmeiras.
Duas raparigas conversavam, um grupo de
estudantes ria. Percorriam as ruas desertas,
nesse sábado à noite, misteriosas
figuras de mulher. Aonde iam?
O silêncio ameaçava e a solidão.
A quem telefonar? Indiferente, o espírito
abandonava-se à apatia. Risca,
dizia ele, em mim com a tua rudeza
selvagem, ó noite fria de Verão.

Santa Barbara, 27 de Agosto de 1994


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