Sunday, July 06, 2008

Questioning, no answers




We inquire into the nature of art. Why do we inquire in this way? We inquire in this way in order to be able to ask more truly whether art is or is not an origin in our historical existence, whether and under what conditions it can and must be an origin.

Such reflection cannot force art and its coming-to-be. But this reflective knowledge is the preliminary and therefore indispensable preparation for the coming of art. Only such knowledge prepares its space for art, their way for the creators, their location for the preservers.

In such knowledge, which can only grow slowly, the question is decided whether art can be an origin and then must be a head start, or whether it is to remain a mere appendix and then can only be carried along as a routine cultural phenomenon.

Are we in our existence historically at the origin? Do we know, which means do we give heed to, the nature of the origin? Or, in our relation to art, do we still merely make apeal to a cultivated acquaintance with the past?

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The whole essay, "The Origin of the Work of Art "deliberately and tacitly moves on the path of the question of the nature of Being. Reflection on what
art may be is completely and decidedly determined only in regard to the nature of Being. Art is considered neither an area of cultural achievement nor an appearance of spirit; it belongs to the disclosure of the appropriation by way of which the "meaning of Being" (cf. Being and Time) can alone be defined. What art may be is one of the questions to which no answers are given in the essay. What gives the impression of such an answer are directions for questioning.

Martin Heidegger, "The Origins of the Work of Art"(tradução de Albert Hofstadter, Perennial Classics)

Saturday, July 05, 2008

Lisboa



Friday, July 04, 2008

O circo dos deputados

Ontem fiquei uns minutos a assistir na televisão aos debates da Assembleia da República. Parecia um circo. Há muitas razões para criticar o Governo, não tenho a mínima dúvida sobre isso. Mas se os deputados do PCP, do Bloco de Esquerda e da direita, em vez de vociferar parvoíces e fazer propostas tolas, estivessem a cumprir responsavelmente com as suas obrigações, Sócrates e os deputados do PS não teriam tanta facilidade em responder-lhes. Espectáculo estúpido e degradante.


P. S. Hoje na televisão a Ministra da Educação, com os seus argumentos nada convincentes sobre os progressos do ensino, abusou insistentemente e descaradamente da inteligência das pessoas. A matemática, diz ela, não é coisa só para especialistas nem para quem tem explicadores privados, temos de pô-la ao alcance de todos. Solução (ela diz que não é verdade, mas os professores de matemática dizem que foi o que aconteceu este ano): exames simplificados. As estatísticas de aproveitamento mudam, claro, mas a senhora não quer entender porquê. Resultado final: José Rodrigues dos Santos - 5 Ministra - 0.

Rostos


Thursday, July 03, 2008

Mapa

O Manuel Domingos publicou um livro de poemas:

Desde os cafés da Guarda, nos anos adolescentes, onde tudo era ainda possível, até a um certo desencanto com o mundo, manuel a. domingos ...

Tuesday, July 01, 2008

Lisboa ao sol








Sunday, June 29, 2008

Lisboa deserta

Thursday, June 26, 2008

As duas maneiras

1. Através da linguagem tentar dizer (investigar, para compreender) a experiência que é nova, para a qual não temos ainda as palavras. Pode acontecer que na experiência nova haja ou pareça haver elementos ou vestígios (não organizados, porém, e até muito confusos) de experiências anteriores. O que não simplifica e até pode dificultar as coisas. Os limites da linguagem e os nossos limites tornam difícil o projecto. O sucesso maior ou menor da tentativa é incerto e só mais tarde se poderá avaliar. Neste caso a inspiração é fornecida pela experiência.

2. Mas há quem faça as coisas ao contrário: usar a linguagem para inventar uma experiência nova, que não se teve mas se procura ter. Os resultados podem, apesar de o ponto de partida ser a linguagem e não a experiência, ser interessantes porque as palavras e as frases têm uma dinâmica própria e sempre têm algum sentido. Mesmo que não tenha havido intenção ou projecto claro – uma experiência a tentar compreender, reconstruir ou reconstituir - as palavras e as frases bruscamente trouxeram para o campo da experiência sugestões, sentidos imprevisíveis mas fecundos. Neste caso a inspiração tem como ponto de partida a linguagem.